Tudo começa com uma carta e uma jornada por águas obscuras.
Nessa história, dez anos após ter sido enviado para o continente para se tornar bardo, Jack é chamado de volta para casa, na ilha de Cadence. O motivo? Garotas estão desaparecendo, e Adaira, sua inimiga de infância e futura líder, acredita que ele seja o único capaz de encontrá-las.
Porém, para resgatá-las, é preciso convocar os espíritos por meio da música. Esses espíritos elementais habitam o ar, a água, a terra e o fogo, e encontram alegria na vida dos humanos através desses elementos. Mas por que, então, levar garotas inocentes?
A partir daí, Jack e Adaira tentam solucionar esse mistério, e muitos segredos vêm à tona. Ainda assim, nenhuma canção parece ser suficiente para salvar as garotas do perigo.
Começo esta resenha dizendo que estava muito empolgada para conhecer essa trama. Afinal, li e amei a outra duologia da Rebecca Ross. Infelizmente, este livro não funcionou para mim.
“A melodia da água” é uma história que se desenvolve aos poucos. A autora vai apresentando todos os elementos essenciais da narrativa, permitindo que o leitor compreenda melhor os espíritos elementais, além de acompanhar um pouco da jornada dos personagens principais e secundários.
Esse foi um ponto positivo, não posso negar. Rebecca Ross sabe construir um sistema de magia que instiga a curiosidade, fazendo com que a gente queira entender como tudo funciona e como a história vai se desenrolar. No entanto, em determinado momento, senti que a leitura se arrastou e acabou ficando cansativa.
Confesso que cheguei a pensar em abandonar o livro, mas continuei porque queria respostas, principalmente sobre o desaparecimento das garotas. Porém, por se tratar do primeiro volume de uma duologia, a autora deixa muitas questões em aberto nos capítulos finais.
Não sei se pretendo continuar a história (pelo menos não agora). Apesar da curiosidade em relação ao desfecho, foi uma obra que não me agradou e cujo desenvolvimento foi diferente do que eu esperava, especialmente no que diz respeito ao romance.
O livro é classificado como romantasia, então eu esperava um envolvimento romântico mais presente, ainda mais considerando que os protagonistas são inimigos de infância. Senti que isso ficou em falta. Além deles, outros personagens surgem ao longo da trama e têm suas histórias conectadas aos acontecimentos principais, o que também poderia ter sido melhor explorado no aspecto romântico.
Mas, como sempre digo, este livro não funcionou para mim. Ainda assim, se você tem vontade de ler, dê uma chance. “A melodia da água” pode acabar te surpreendendo se você gosta de elementos mágicos, histórias de desenvolvimento mais lento e migalhas de romance.
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Título original: A river enchantedEscritora: Rebecca Ross
Editora: Alt
Páginas: 472
Ano: 2024
Gênero: fantasia
Classificação: 14+
SINOPSE
Tudo começa com uma carta e uma jornada por águas obscuras. Dez anos depois de ser enviado para o continente para se tornar um bardo, Jack Tamerlaine é chamado para voltar para casa, na ilha de Cadence. Garotas estão desaparecendo, e Adaira, sua inimiga de infância e futura líder, acredita que Jack é o único capaz de encontrá-las.
Os espíritos elementais que habitam cada sopro de ar, respingo de água, folha de grama e lampejo de fogo encontram alegria na vida dos humanos, e a música de um bardo é a única maneira de convocá-los ― e pedir que as garotas sejam devolvidas. No entanto, conforme Jack e Adaira se aproximam da solução do mistério, fica claro que há um segredo antigo e sombrio à espreita, e nenhuma canção parece forte o suficiente para detê-lo.
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