Fantasia e distopia: qual a diferença?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Fantasia e distopia são dois gêneros que eu gosto muito - apesar de ler bem pouco como eu gostaria - e também sei que são gêneros que podem confundir. Pensando nisso, decidi fazer esse post para contar um pouco mais sobre as principais diferenças e como identificar se o livro é fantasia ou uma distopia.

fantasia e distopia


Fantasia

Esse é um gênero utilizado para criar um mundo paralelo, com ambientação medieval ou renascentista, seres mágicos, mitológicos e/ou outros como um elemento primário do enredo, tema ou configuração.

  • Dicas de fantasia:
the kiss of deception
Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.



sombria e solitária maldição
O reino de Emberfall está sob ameaça. Amaldiçoado por uma poderosa feiticeira, o príncipe Rhen foi condenado a repetir seu aniversário de dezoito anos por sucessivos outonos. E, com a chegada desta estação, ele se transforma num monstro que destrói tudo e todos que cruzam seu caminho. A maldição só será quebrada se uma garota se apaixonar por ele.

A vida de Harper nunca foi fácil. A garota nasceu com uma restrição de movimento causada por uma paralisia cerebral. O pai da jovem abandonou a família há muito tempo, e sua mãe está morrendo. Além disso, seu irmão assumiu as dívidas do pai e está envolvido com gente barra-pesada. Porém, um dia, ela tenta salvar uma desconhecida nas ruas de Washington DC e é atraída para um reino encantado.

Harper não sabe onde está ou em que acreditar. Um príncipe? Uma maldição? Um monstro? Mas, quanto mais ela convive com Rhen nessa terra amaldiçoada, mais ela compreende o que está em jogo. Ao mesmo tempo, o príncipe percebe que Harper não é só mais uma garota – ela é sua única esperança. Entretanto, forças poderosas se erguem contra Emberfall e será necessário mais do que uma maldição quebrada para salvar Harper, Rhen e seu povo da ruína total.



princesa das cinzas
PRINCESA
PRISIONEIRA
ÓRFÃ
REBELDE

Theodosia era a herdeira do trono de Astrea quando seu reino foi invadido, deixando um rastro de destruição.

Dez anos depois, a princesa, órfã, prisioneira e subjugada, percebe que não lhe resta mais nada, a não ser lutar pela própria liberdade.

O passado, que por tanto tempo ficou enterrado, agora precisa vir à tona para mostrar a Theodosia os caminhos que poderão levá-la de volta ao trono.

Mas Theo conseguirá ser a rainha de que seu povo precisa? Ou será que anos de humilhações transformaram a herdeira da Rainha do Fogo em meras cinzas?




Distopia

Apresenta um mundo paralelo ou igual ao nosso, governo opressão e condições de vida insalubres para a população e características futurísticas. Nesse gênero, a tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou corporações.
  • Dicas de Distopia:

todos os nossos ontens
O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?

Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?

Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...



fragmentados
Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos, desde as mãos até o coração, é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.




tudo que deixamos para trás
Em 1852, William é um deprimido biólogo inglês, que deseja criar um novo tipo de colmeia capaz de trazer reconhecimento para sua família.

Em 2007, George é um apicultor americano que luta para manter o negócio produtivo e acredita que seu filho pode ser a salvação de sua fazenda. Em uma China futurista, quando todas as abelhas desapareceram, Tao trabalha com polinização manual.

Enquanto passa seus dias pendurada em árvores, deseja para seu filho uma educação e vida melhores do que a sua.



2 comentários

  1. Oie,
    Sei que não está no post, mas adoro a trilogia de distopia Legend, da Marie Lu. É a minha favorita do gênero, apesar de fazer alguns anos que li pela primeira vez.
    Adorei você trazer a diferença dos dois!

    Beijos, Fantasma Literário

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    Respostas
    1. É sempre bom apresentar as diferenças no gênero, né? Às vezes confundimos. E esse livro que você citou ainda não li, mas tenho curiosidade.

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