sexta-feira, 4 de maio de 2018

Resenha: A Mulher na Janela, de A. J. Finn

Você já imaginou passar por um momento completamente trágico e se ver perdida na sua própria vida, precisando apenas se isolar do mundo e tudo o que te aconteceu causar uma agorafobia?

A.J. Finn
Anna Fox, nossa personagem de “a mulher na janela”, passou por momentos completamente difíceis. Sua vida foi resumida apenas a viver trancada dentro de casa, sem conseguir pisar nem no jardim; vive apenas a base de altas doses de remédios, vinho – mesmo sendo proibido –, filmes e espionando seus vizinhos do outro lado da montanha.

Vivendo com a solidão e até mesmo com a culpa, Dra Anna está cada dia pior. Um certo dia, pela janela de sua casa, ela vê uma mulher sendo assassinada na outra casa. Mesmo entrando em contato com o detetive, mesmo aplicando sua teoria e certeza do que seus olhos viram, ninguém acredita nela. Mas por qual motivo? Anna mistura seus remédios com bebida alcoólica e os mesmos podem causar alucinações.

Será mesmo que ela viu uma mulher morrendo? Assim como ela diz que essa mesma mulher esteve em sua casa, até mesmo fez um retrato dela; assim como ela jura que alguém invade sua casa, faz foto dela dormindo e muitas outras coisas estranhas estão acontecendo. Por que ninguém é capaz de acreditar no que ela diz? Por que culpam como se ela fosse a louca da história? Por que não investigar essas teorias levantadas?

Com sua vida para lá de decadente e completamente perdida, sem rumo, Anna continua nessa sua jornada. Mas após um “click” em sua mente e alguns acontecimentos recentes, ela consegue enxergar que, afinal, ela não está louca. Ela presenciou tudo o que ninguém acredita. Mas como provar? Ela terá apenas uma chance para fazer isso.

A.J. Finn

💭 "Faz tempo que não sinto nada parecido com isso. Faz tempo que não sinto nada. Quero sentir tudo isso. Quero sentir. Estou farta das sombras."

E assim vivemos essa grande jornada de Anna. Uma mulher com agorafobia – que significa: medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos. Então como ela irá provar aos detetives e ao mundo que ela não está tão louca assim se não consegue sair de casa? Será uma luta e tanto contra ela mesma; enfrentará seus medos e seu destino dependerá disso.

O livro não é ruim, mas é cansativo. Muitos momentos senti vontade de jogar pela janela (literalmente) pois não aguentava mais a narrativa confusa e lenta de A. J. Finn. Em alguns capítulos a estória ficava completamente interessante e parecia que ia começar a desenrolar, mas no capítulo seguinte estava novamente presa e parada, sem nenhuma explicação. Porém, nos capítulos finais, foi uma explosão de acontecimentos que não conseguia parar de ler.

Apesar do final bombástico e completamente revelador, ele não compensou o livro todo. Se o mesmo apresentasse 100 páginas a menos talvez tivesse desenrolado melhor. Claro que com o desenrolar tudo se encaixou perfeitamente e fez completo sentido, mas foi difícil sobreviver nessa longa jornada junto com a personagem.

Aliás, no meio do livro já desvendamos parte do mistério que ronda a Anna, mas isso não atrapalha os acontecimentos seguintes. Para mim, isso acabou tornando-se ainda mais interessante e instigante para saber como tudo realmente iria acabar.

Para fãs de thrillers psicológicos, “uma mulher na janela” é uma boa perdida.  Muitos momentos você se sentirá aflita com os acontecimentos, principalmente do passado de Anna; assim como em muitos você vai se sentir cansado de “nadar, nadar e nadar” e continuar no mesmo lugar. Porém, insista um pouco no livro. O final é algo bem revelador e impressionante!

Avaliação: 3,5 


Título original: The Woman in the Window
Escritor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Ano de publicação: 2018
Páginas: 352
Gênero: Suspense / mistério / ficção / literatura estrangeira

SINOPSE | SKOOB
Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece.

4 comentários:

  1. Oiii

    POxa esperava bem mais desse livro, a premissa era boa e pelo visto a autora meio que se perdeu e deixou a coisa se tornar meio óbvia né? que pena. Mesmo assim não descarto ler futuramente, quem sabe me surpreenda já que não leio muitos thrillers.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Olá.

      Eu estou me aventurando agora nesse gênero literário, então não são todos os livros que conquistam o meu coração. De qualquer forma, é uma obra boa, só esperava mais dela.

      Espero que você leia e goste muito. Beijos.

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  2. Oii!

    Nossa, realmente é uma frustração saber que esse livro deixa tanto a desejar, ainda mais por ser uma aposta da editora com tanta publicação sobre ele.
    Enfim, não gosto muito de thrillers psicológicos, me deixam bem incomodada, mas se esse foi cansativo acho que não seria a leitura para mim.

    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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    1. Olá.

      Uma pena mesmo que a leitura tenha sido cansativa. O livro deixou a desejar em alguns pontos e tinha tudo para ser uma incrível obra, porém, já li resenhas de pessoas que amaram infinitamente este livro. Talvez seja porque estou me aventurando agora no gênero. Não sei rs.

      Beijos.

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