Juliette acredita ter vencido. Mas será mesmo? Será que tudo será tão simples quanto ela imagina?
RESENHA DO QUARTO LIVRO — sem spoiler
Nessa trama, após os acontecimentos finais e marcantes do terceiro livro da série, Juliette acredita que venceu. Acredita que, agora, após assumir o controle do Setor 45, conseguirá governar e fazer com que tudo volte a ser como antes.
O problema é que as coisas não serão tão simples quanto ela esperava. Mesmo tendo Warner ao seu lado, uma tragédia se instala, e é nesse momento que ela precisará confrontar a escuridão que existe tanto ao seu redor quanto dentro de si.
Desde que finalizei o terceiro livro, sabia que precisava começar o quarto imediatamente. Afinal, depois de tantos acontecimentos reveladores e marcantes no final de Incendeia-me, eu tinha certeza de que esta continuação seria ainda mais emocionante.
Aqui, inicialmente, vemos uma personagem um pouco perdida. Após tudo o que aconteceu e ao começar a assumir o controle do Setor 45, Juliette tenta entender como tudo funciona e até mesmo o tamanho da responsabilidade que assumiu. Claro que todo esse peso é consequência das escolhas que fez.
Ao longo dos capítulos, acompanhamos Juliette compreendendo mais sobre sua nova realidade e sempre cercada por pessoas dispostas a ajudá-la nessa missão, principalmente Kenji, seu melhor amigo, e Warner — a pessoa de quem ela tem certeza que seria capaz de fazer qualquer coisa por ela.
Gostei muito da forma como os acontecimentos se desenrolam em Restaura-me. A autora apresenta uma personagem que continua evoluindo ao longo da história e que, mesmo confusa com tudo o que está vivendo, encontra maneiras de lidar com as circunstâncias. Nessa jornada, ela descobre muitas verdades que, sem dúvidas, passam a influenciar sua vida de formas inesperadas.
Uma coisa de que senti falta nessa trama foi uma melhor comunicação entre os personagens. É perceptível que muitos dos conflitos envolvendo Juliette e Warner acontecem por falta de diálogo. Ambos carregam marcas profundas de tudo o que viveram, guardam segredos e escondem muitas coisas um do outro. Isso acaba criando barreiras e gerando alguns conflitos que poderiam ter sido evitados.
E, por falar em Warner... não posso negar que ele me conquistou ainda mais neste livro. Apesar de algumas atitudes questionáveis, ele continua sendo um personagem cheio de camadas e que precisa confiar muito em alguém para conseguir abrir o coração. Além disso, Tahereh Mafi traz seu ponto de vista neste quarto volume, o que me fez conectar ainda mais com ele e compreender melhor suas motivações.
Restaura-me, assim como os outros livros da série, acontece aos pouquinhos. Vamos entendendo e vivenciando tudo ao lado da protagonista, compreendendo melhor os acontecimentos e as consequências de cada descoberta. Então, nos capítulos finais, a autora entrega uma grande reviravolta que muda completamente o rumo da história e adiciona ainda mais intensidade ao enredo. E, desta vez, ela apresenta algo que provavelmente terá um impacto enorme nos próximos livros da série.
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Escritora: Tahereh Mafi
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 352
Ano: 2020
Gênero: distopia
Classificação: 15+
SINOPSE
Juliette Ferrars acreditava ter vencido. Assumiu o controle do Setor 45, foi nomeada nova Comandante Suprema da América do Norte e agora conta com Warner ao seu lado. No entanto, quando a tragédia se instala, Juliette precisa confrontar a escuridão que existe tanto à sua volta quanto em seu interior.

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