O quanto uma experiência pode transformar sua visão sobre diversas coisas da sua vida?
Em A Família Que Escolhemos, conhecemos Levi e Jane, dois personagens que são completos desconhecidos, mas que acabam vivendo uma experiência um pouco traumática em suas vidas: eles ficam presos em uma gôndola de teleférico e se preparam para o pior, já que a nevasca é absurda e o vento acaba derrubando a cabine ao lado.
Enquanto esperam o resgate, sem ter muito o que fazer, Levi decide ligar para a sua família; afinal, ele não sabe o que pode acontecer em poucos instantes. Mas, sem coragem de se despedir, ele acaba contando para a sua mãe que está apaixonado por Jane.
Ele não sabe por que fez isso, mas foi o único pensamento possível para confortar o coração de sua mãe, que sempre desejou que ele encontrasse uma pessoa perfeita. Só que como eles vão manter essa farsa? Jane não o conhece, e ela geralmente é péssima com pessoas, principalmente com famílias. E é a partir desse evento marcante em suas vidas que toda a história começa a acontecer.
Toda a trama começa em torno do acontecimento traumático na vida de Levi e Jane. Imagina você ficar presa em uma gôndola de teleférico, no meio de uma nevasca? Não tem como ser algo positivo, né? Mesmo que a pessoa presa com você seja bonita.
E o que mais gostei nesse livro é que a autora começa a desenrolar toda a trama a partir daí, trazendo momentos divertidos, que arrancam vários sorrisinhos e trazem um aconchego, como um abraço quentinho, sabe? É fácil se envolver com os personagens, com os acontecimentos e não sentir vontade de parar de ler.
Ao longo dos capítulos, vamos conhecendo mais sobre os personagens, suas vidas, personalidades e diferenças. Jane é aquela personagem que nunca teve uma família repleta de amor, mas acabou percebendo que família vai além do sangue; família é aquela que escolhemos. Já Levi tem uma família carinhosa, barulhenta e sabe a importância de todos.
Então, esse foi um ponto de que gostei muito nessa obra, assim como a interação entre os personagens. Quando eles embarcam em um namoro de mentirinha, simplesmente para manter por um tempo a farsa que Levi inventou (ainda mais porque Jane vai embora da cidade), é quando a história fica ainda mais divertida e envolvente. Jill Shalvis construiu tudo muito bem, fazendo com que a gente fosse percebendo os sentimentos se desenrolando.
Mas não dá para negar que Levi já estava completamente rendido por Jane e seria capaz de fazer tudo por ela. Ele é aquele personagem que conquista por sua fofura, e a gente se apega facilmente a ele. E é possível se apegar à Jane também, além de podermos nos identificar com alguns de seus sentimentos e receios.
Para mim, A Família Que Escolhemos é aquela história que vale a pena dar uma chance. Um livro que, além de deixar o coração quentinho, também aborda, nas entrelinhas, a superação de traumas, a importância da família e como o amor pode surgir de maneiras inusitadas e inesperadas, fazendo com que a gente veja a vida de outro ângulo e acabe percebendo muito além do que imaginamos.
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Escritora: Jill Shalvis
Editora: Harlequin
Páginas: 320
Ano: 2025
Gênero: romance contemporâneo
Classificação: 16+
SINOPSE
Em uma estação de esqui, durante a maior nevasca do século, Levi e Jane, dois desconhecidos presos em uma gôndola de teleférico, se preparam para o pior depois de assistir à ventos fortes derrubarem a cabine ao lado. Minutos antes de a bateria de seu celular acabar, Levi decide ligar para a família, mas, incapaz de se despedir, conta à mãe a maior mentira de sua vida: que está feliz e apaixonado… por Jane.
Contra todas as probabilidades, os dois sobrevivem e agora, para manter a farsa, Levi precisa convencer Jane a fingir ser sua namorada. Em nome do sufoco que passaram juntos, ela concorda em acompanhar Levi a um único jantar. O problema é que Jane não tem um bom histórico com famílias ou com pessoas em geral…
Enganar a todos exige que conheçam um ao outro, e não demora muito para que os sentimentos fingidos comecem a parecer bem reais… Transformados não apenas pela experiência na cabine, Levi e Jane devem escolher: ou admitem o que sentem e dão uma chance ao novo ou se apegam a traumas antigos para se proteger.









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