Resenha | Aprendendo a perdoar (Universidade Hall Beck #2), de Selina Mae

Voltar com o ex-namorado está fora de cogitação, né? Mas Paula e Henry terminaram por um motivo e ainda existe muita química e sentimento entre eles. Então, seria possível dar uma nova chance?

Selina Mae

Paula teve um ano difícil no jornal da universidade e agora está prestes a colocar sua vida nos eixos novamente. Finalmente, conseguiu a tão esperada oportunidade de escrever uma matéria importante e, com isso, recuperar sua reputação profissional e, quem sabe, contar aos pais que trocou de curso na faculdade.

Agora, ela precisa fazer o perfil de um astro do time de futebol da universidade, que acaba de fechar um contrato milionário com um clube. E esse perfil não é de ninguém menos que Henry, seu ex-namorado — o mesmo que partiu seu coração em milhões de pedaços e com quem ela não fala há meses.

O problema é que, para que a matéria dê certo, Paula e Henry precisarão passar bastante tempo juntos, a sós, gravando várias entrevistas. Ela sabe que precisa dar o seu melhor e ser o mais profissional possível, mas os sentimentos do passado podem vir à tona e mudar tudo para ambos.

Selina Mae

Aprendendo a Perdoar é o segundo livro da série Universidade Hall Beck — o primeiro é Aprendendo a Fingir. Ambos podem ser lidos de forma independente, já que cada obra acompanha personagens diferentes, mas recomendo a leitura dos dois para uma experiência mais completa.

Este é um romance slow burn, que se desenvolve aos poucos, mostrando ex-namorados lidando com o término e com sentimentos conflitantes. Em cada interação, é perceptível que ainda existe química, mas a mágoa frequentemente fala mais alto.

Aos poucos, a autora apresenta a jornada dos personagens até revelar o verdadeiro motivo do término. Quando tudo vem à tona, eles conseguem enxergar a situação sob uma nova perspectiva e até consideram dar uma nova chance ao que sentem.

Gostei de como Selina Mae desenvolveu essas questões, mas, em alguns momentos, senti falta de mais cenas do casal. Como a narrativa é em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Paula, há um foco maior em sua carreira e determinação, o que faz com que o romance demore ainda mais para se desenvolver.

Além disso, fiquei um pouco intrigada com a relação de Paula com os pais. Ao trocar de curso, ela não conta nada a eles, deixando para revelar apenas na formatura. Isso me fez questionar a falta de diálogo. Apesar de os pais desejarem uma carreira diferente para ela, por que tanto receio? Por que não seguir o que a faz feliz sem se preocupar tanto com a opinião deles?

Ainda assim, Aprendendo a Perdoar foi uma leitura que me conquistou. Foi ótimo voltar à Universidade Hall Beck, dar algumas risadas e suspirar com os personagens. A história mostra que, muitas vezes, é preciso abrir mão de certas coisas para encontrar a felicidade e até permitir que o outro também encontre o seu caminho.


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Selina Mae
Título original: Lesson in Forgiving
Escritora: Selina Mae
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2026
Gênero: romance contemporâneo
Classificação: 18+

SINOPSE
Paula Castillo está determinada a recolocar a vida nos eixos. Depois de um ano difícil no jornal da universidade, ela finalmente consegue a tão esperada oportunidade de escrever uma matéria importante e recuperar a reputação profissional. Assim vai poder se formar no curso de jornalismo e talvez até tomar coragem para contar aos pais que sua carreira não é bem a que eles imaginam...

Ela ficou encarregada de fazer o perfil de um astro do time de futebol da universidade que acabou de fechar um contrato milionário com um clube da liga principal. O problema é que o atleta em questão é Henry Pressley – o ex-namorado que partiu seu coração. E com quem ela não fala há vários meses.

Agora eles vão ter que passar muito tempo juntos e ficar a sós para as entrevistas. E Paula vai precisar dar o melhor de si para manter o profissionalismo quando os sentimentos do passado vierem à tona.

Talvez, ao contrário do que tenta dizer a si mesma, ela não tenha deixado de amá-lo. Mas será que esse amor merece uma segunda chance?

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