[Resenha] As Garotas de Corona Del Mar

outubro 23, 2017

Escritora: Rufi Thorpe
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288

SINOPSE: "Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, não há dúvidas de que isso é verdade.
   À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e passeios ao shopping.
   Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores.
   Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad girl , vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto de fadas.
   Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle..."





As garotas de Corona del Mar” vai relatar a estória de Lorrie Ann e Mia: elas se conhecem desde crianças e viveram por muito tempo em Corona del Mar. Por mais que elas possuam personalidades completamente diferentes, ainda assim são grandes amigas e inseparáveis.

Mia é aquela garota “bad girl”, vivendo com todos os problemas de família; já Lorrie Ann é amável e tem uma típica família perfeita, uma família dos sonhos. Esse é um dos motivos que Mia sempre invejou a personalidade e a vida de Lor. Sempre desejou que sua vida fosse igual a dela.

"Queria ser forte, até mesmo violentamente indiferente, sobre o que tinha acabado de acontecer, porque talvez, se eu agisse como se aquilo não importasse, então importaria menos mesmo." (pág. 11)

Após trágicos acontecimentos, a vida de Mia e Lor seguem caminhos opostos. Durante longos anos a vida das duas acabam se cruzando em determinado momento onde a amizade delas se torna forte até o momento que a vida segue novamente um novo rumo. E qual será o destino dessa amizade?


Nos capítulos somos apresentados ao presente e ao passado das garotas: em um momento você está vivenciando o passado, a alegria e as confusões daquelas adolescentes; em outro você está no presente e as consequências do passado que afetaram o presente e as dificuldades que surgiram ao longo do caminho.

"As pessoas sempre acabavam revelando ser um pouco menos do que poderiam ser, um pouco mais como eu desconfiava." (pág. 93)

Ok, o livro tinha tudo para ser um dos melhores. A premissa dele é interesse: mostrar que a vida de ninguém é perfeita. Às vezes estamos passando por momentos complicados e achamos que somente a nossa vida é dessa forma. Mas será mesmo? Será que somente a nossa vida está com turbulências ou mais alguém, que aparenta ter a vida perfeita, não está sofrendo pelos mesmos problemas ou problemas maiores?

Isso é perfeitamente relatado no decorrer das páginas, mas a estória vai além disso. Logo no início do enredo fica perceptível a inveja que Mia sente de Lorrie. Por julgar a vida de Lor perfeita – o modo que ela sempre mostrou na sua adolescência – e como Mia vivia rodeada de grandes problemas, ela passa a ter inveja da sua melhor amiga. Porém essa é uma inveja que vai além da adolescência. Até mesmo quando elas se encontram, tempos depois, contam seus problemas, dificuldades, Mia a continua invejando.

"Então, com as mulheres, parece essa coisa monádica, como se o universo estivesse para mudar em resposta ao modo como elas estão mudando a si mesmas, e elas estão mudando a si mesmas ao mudar o modo como olham para o universo." (pág. 112)

Esse fato realmente me incomodou nesse livro. Sem contar que as personagens eram completamente irritantes. Todo o livro é narrado no ponto de vista de Mia, então só conhecemos a versão dela, a versão que “supostamente” Lor contava para sua amiga e ela relatava. Mas será que não houve modificação? Será mesmo que Lor pensava daquele jeito? Esse é um enigma que não vou desvendar.

E as atitudes tomadas pela Lorrie quando mais velha? Muitas vezes me peguei pensando em como alguém é capaz de fazer isso e agir dessa forma! Em muitos momentos você também irá se perguntar isso e até mesmo sentir raiva da personagem. E não somente dela, Mia toma atitudes ruins desde a adolescência, mas as mudanças são maiores para ela do que para sua amiga. Então a pergunta é: ter inveja mudou em algo na sua vida? E elas realmente eram melhores amigas?

"Quem somos todos nós para julgar? Isso ia além de atirar pedras tendo telhado de vidro. Não era apenas que ninguém pudesse ser condenado. Era que não existia essa coisa de julgamento." (pág. 150)

Enfim, o livro não é ruim, mas a escrita da Rufi Thorper não me conquistou. Demorou um pouco para me adaptar a essa narrativa de presente/passado e o final do livro realmente foi quando me causou um grande impacto. Eu não esperava algumas atitudes que Mia tomou e esperava completamente que Lorrie agisse daquela forma. Porém, o fim não muda a trajetória complicada que foi essa leitura. E por falar em final... esperava que fosse além de como terminou; esperava mais depois de todos os ocorridos.


Então se realmente gosta de livros que abordem amizades complicadas, amores não resolvidos, dramas familiares, esse livro é indicado para você. Mas antes de iniciar a leitura, tenha em mente que o livro tem um desenrolar bem lento até realmente tudo seja realmente esclarecido.

"Que critério devemos usar para tomar decisões que afetam a vida toda?" (pág. 218)



Avaliação: ❤❤❤
*livro cedido em parceria com a Editora Novo Conceito
*Chick-lit, drama, ficção, jovem adulto, literatura estrangeira*

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2 comentários

  1. Eu não consigo me conectar com a história se não gosto de um personagem, principalmente se ele for bastante chato e cheio de birrinhas. A premissa realmente é interessante, mas por essa Mia não sei se leria.
    Beijos
    Balaio de Babados

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Realmente foi uma leitura difícil. A premissa é bem interessante, mas o desenrolar do enredo deixou bem a desejar. Infelizmente :(

      Beijos.

      Excluir

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